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24 de fev de 2017

ARTIGO: A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DE A. F. MONQUELAT PARA A PESQUISA LOPESNETINA Por Luís Borges

Por Luís Borges1


MONQUELAT, O RANZINZA, E A INCOMPREENSÃO
Dissera, com propriedade, Mozart Victor Russomano (1922-2010) em seu prefácio ao livro Novos textos simonianos (1991), que Simões Lopes Neto não só era, literariamente, um “manancial quase inesgotável”, mas que também estava apenas “parcialmente conhecido”. Na ocasião, acrescentava ainda o seguinte, referindo-se às descobertas, exceção feita a Casos do Romualdo:

Nem as crônicas, nem o teatro, nem as conferências, nem os poemas de Simões Lopes Neto acrescentam algo à sua glória literária. A divulgação, o comentário crítico, a análise de fundo do que ele escreveu e publicou (ou não publicou) é uma forma de enriquecer a pesquisa sobre o autor, o conhecimento de seus estudiosos e o juízo público. Nada mais. Porque a glória verdadeira glória literária de Simões Lopes está conquistada e consolidada, definitivamente, pelas Lendas do Sul e pelos Contos gauchescos. Os Casos do Romualdo foram uma exceção, dessas que não se repetem. 2


A cada dia o seu vaticínio se confirma: “Não temo dizer que na imprensa de Pelotas – sob a lápide sepulcral da transitoriedade dos jornais ou debaixo das máscaras perturbadoras de seus múltiplos pseudônimos 3 - ainda há muita coisa a ser revelada daquilo que Simões Lopes Neto escreveu”. 4


Figura 1 – Capa do livro Novos textos simonianos (1991)


O dr. Russomano, a quem eu conheci desde criança, em certa ocasião, num evento na Faculdade de Direito de Pelotas, a respeito do qual a memória me trai, declarou-me seu contentamento quanto a essas novas descobertas, que desde Reverbel vinham ocorrendo5, confirmando a realização de um desejo que sua vida atarefada nas lides jurídicas não lhe permitira: “Lamento, sinceramente, que a vida tenha sido tão dura e absorvente para comigo, nunca me dando tempo, ânimo e méritos para tentar essa tarefa!” 6
Seja como for, de lá para cá, muita coisa veio à tona. De maneira geral, creio que todos concordamos com o saudoso Ministro. Todavia, há também um entendimento que se esboça entre alguns pesquisadores a respeito dos variegados tipos de textos que vem sendo divulgados. Qual o seu papel para a pesquisa lopesnetina? Se, de um lado, o literato consagrado pode prescindir deles para sua canonização, de outro, esse novo corpus, tanto desconhecido, como negligenciado 7, vem abrindo novas e instigantes veredas, desvelando “outras faces” do autor, para utilizar a expressão do major Ângelo Pires Moreira, as quais, por sua vez, também nos permitirão lançar nova luz – também – sobre sua alta literatura.
MONQUELAT, UM PROVOCADOR SARCÁSTICO?
Talvez seja aqui a oportunidade esclarecer um pouco mais a posição de Monquelat dentro do quadro dos pesquisadores simonianos. Aliás, ele já narrou minuciosamente sua trajetória nesse processo numa série de nove artigos, em 2013 8.De qualquer forma, acredito que além da descrição de sua caminhada de pesquisador, cabe uma ligeira avaliação de seu protagonismo no contexto das diversas linhas de abordagem que ora se iniciam – e frutificam – na pesquisa simoniana, inclusive contribuindo na divulgação da escassa (naquela época ainda mais) iconografia do Capitão.Em 1995, Monquelat fez publicar na imprensa pelotense 9 a foto inédita de casamento de João Simões Lopes Neto e Francisca Meireles Leite (Dona Velha):


Figura 2- Retrato de casamento de João Simões Lopes Neto e Francisca Meirelles Leite (Dona Velha)

Sobre o episódio que envolve esta fotografia, reproduzimos o curioso relato de Monquelat:

[...] fui procurado por um jovem magro e inquieto, que trazia embaixo do braço uma pasta. Contou-me, na ocasião, uma história triste, na qual lamentava ter de se desfazer de algumas fotos antigas, que há muito pertenciam à sua família e que ele, por extrema necessidade, não via no momento outro jeito, senão vende-las./Pedi, curioso, que as mostrasse. Tirou a seguir da pasta duas folhas de papel de jornal bastante amareladas, nas quais estavam coladas umas fotos, pela aparência bem antigas. Peguei as folhas e, em seguida, identifiquei tanto as folhas quanto as fotos e, obviamente, sua origem. /Tratava-se das primeiras páginas do que passei a tratar como o Álbum Simoniano. Olhei para o jovem e disse-lhe que as conhecia e tinha quase certeza de onde elas procediam. Ficou mais inquieto ainda, e tentou pegá-las de volta. Impedi-o com a pergunta: quanto? Disse-me que o valor que pretendia por elas, sem arredar o pé da história de que pertenciam à sua família./Barganhei com ele, sem devolver-lhe as folhas. Novas negociações. Até que, depois de pechinchar com o jovem, acabei por adquiri-las. Feito o negócio, no mesmo dia, devolvi-as – sem ônus – para a Biblioteca Pública. 10


Lembremos que por volta da metade da década de 1990 se revitalizava o interesse pela vida e obra de nosso rapsodo bárbaro. Um dos fatos marcantes nesse movimento foi a realização do I Seminário de Estudos Simonianos, evento sediado em Pelotas, no período compreendido entre 10 e 14 de junho de 1996. O Seminário contou com palestras de intelectuais de grande nomeada e com experts em Simões Lopes Neto, tais como Ir. Elvo Clemente, Tânia Franco Carvalhal, Carlos Diniz, Barbosa Lessa, Luiz Antônio de Assis Brasil, Flávio Loureiro Chaves, Mario Matos, Mario Osório Magalhães e Hildinha Simões Lopes.
Em 1994, o incansável Mario Matos11 anunciou à imprensa 12 que o Núcleo de Estudos Simonianos (NES), albergado no Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas (IHGPEL), instalara uma comissão encarregada de normatizar o funcionamento do referido Núcleo. O grupo, formado por ele, Geraldo Fonseca e Monquelat, já havia elaborado uma Carta de princípios de uma literatura simoniana, cujo objetivo era encontrar diferentes formas de acolher as contribuições dos participantes para incentivar a leitura, o estudo e a divulgação da obra de João Simões Lopes Neto.
O trabalho de Monquelat também contribuiu para desenterrar e divulgar importantes fontes de pesquisa. Tal é caso do chamado “Álbum Simoniano”, que é um significativo repositório de recortes jornalísticos, correspondência, fotografias e outros documentos de e sobre Simões Lopes Neto. Essa abundante fonte de pesquisa, que jazia adormecida nas prateleiras empoeiradas da Biblioteca Pública Pelotense e que, até então, pouco frequentara olhos dos estudiosos, passou a ser material indispensável de consulta, principalmente, com a divulgação de um artigo de Monquelat, em que o pesquisador descrevia e analisava o “Álbum”13. Um fato interessante: pensava-se que quem o organizara fora a filha adotiva14 de Simões Lopes Neto e Dona Velha, Firmina. Ela acompanhou a viúva de Simões, que viveu até os 95 anos, vindo a falecer antes de Dona Velha, em 1965, ano em que esta última também morreu.


Figura 3 - Dona Velha (1873-1965), quando moça.

No entanto, certo dia, depois da publicação de seu artigo sobre o “Álbum Simoniano”, Monquelat recebeu um telefonema. Em princípio, a senhora não quis revelar o nome. Os telefonemas se repetiram até que se efetivou uma visita. Numa dessas conversas a mulher, certa vez, soltando uma risada, contestou que o “Álbum” tivesse sido organizado por Firmina. O motivo é simples, pois conforme declaraReverbel, que seguidamente visitava Dona Velha e que, portanto conheceu Firmina, ela era “uma criaturinha boa e delicada, mas limitada desde nascença por falta de luzes mentais” 15. Como, então, durante tanto tempo se atribuíra a organização de tão precioso material a Firmina?
É plausível que a confusão tenha se estabelecido a partir de um episódio ocorrido quando veio a lumeuma mensagem escrita por Firmina, em 1939, talvez auxiliada por alguém, intitulada Recordando o passado,sob pretexto de homenagear a memória do Escritor, seu pai adotivo. Ao que parece a iniciativa foi do escritor Sílvio de Faria Corrêa (1896-1955). Nascido em S. Gabriel, foi poeta, teatrólogo, jornalista e historiador 16, tendo composto também as hostes da Academia de Letras do Rio Grande do Sul. Ora, se Firmina pudera escrever o carinhoso texto, porque não poderia ter organizado o “Álbum Simoniano”?
Corroborando o testemunho de Reverbel, a senhora que telefonara a Monquelat confirmou as dificuldades intelectuais de Firmina que a impediam de realizar tal empreendimento. Ao final, revelando sua identidade, a sra. Inez Figueiredo reivindicou a elaboração desse rico manancial de documentos e fotografias relacionado à vida e obra do Capitão e de seus familiares.17
Já nesse período se observava não apenas que a literatura simoniana granjeava grande prestígio entre os intelectuais, inclusive dentro das universidades, mas que o interesse estava se deslocando para o que então se considerava sua opus minor, isto é, para textos que não seus três clássicos: Contos Gauchescos (1912), Lendas do Sul (1913) e Casos do Romualdo (1914, editado em livro postumamente em 1952), já alvo de trabalhos acadêmicos de autoria de um grupo que pode ser considerado partícipe damais seleta intelectualidade brasileira, podendo-se citar, entre outros, os nomes de Lígia Chiappini, Maria Luíza de Carvalho Armando, Flávio Loureiro Chaves, Antônio Hohlfeldt, Antônio Cândido, Dionísio Toledo, Aldyr Garcia Schlee e Regina Zilberman.
Essa tendência me levou a realizar uma pesquisa em 2010 (publicada no ano seguinte)18 em que procurava fazer um levantamento numérico e em quais áreas, restringindo-me a livros e trabalhos universitários (dissertações e teses), havia estudos sobre Simões que estivessem voltados para outros aspectos que não exclusivamente sua alta literatura. Os resultados, ainda exploratórios, que então obtive foram os seguintes:

Do ponto de vista quantitativo se pode, até o momento, apurar o seguinte19:
  1. Segundo a coleta (preliminar) de dados, o número geral de trabalhos tratando direta ou relacionadamente de João Simões Lopes Neto foi em número de 28.20
  2. A área de conhecimento em que mais esses trabalhos apareceram foi na de Letras.
  3. As áreas de concentração que apresentaram maior número de trabalhos foram as de Teoria Literária e Literatura e Cultura.
  4. As grandes linhas de interesse dentro do espectro dos chamados “estudos simonianos” foram, em ordem percentual, relativamente aos trabalhos acadêmicos (dissertações e teses): 33% Literatura e Cultura21; 26,6% Teoria da Literatura; 7,1% Estudos da Linguagem; 6,6% Gênero e Literatura; 6,6% Literatura e Educação.
Em relação aos livros: 46,1%Literatura e Cultura; 15,3% Teoria Literária; 15,3% Estudos da Linguagem; 15,3% Literatura e História; 7,6% Literatura e Educação.22 [...]


Depreende-se, finalmente, que

O aspecto qualitativo exige um exame apurado e minucioso, uma vez que seria necessário debruçar-se sobre cada um dos trabalhos, estabelecendo categorias analíticas, para compreender mais a fundo a tendência que os estudos quantitativos parecem apontar. Todavia, o que aqui, sumariamente, se procurou demonstrar foi que existem elementos que possibilitam a inferir que a literatura ficcional e não ficcional de João Simões Lopes Neto se relacionam significativamente e que a crítica atual, embora sem explicitá-lo ou mesmo percebê-lo, se tem concentrado em abordagens mais voltadas às questões culturais que propriamente literárias, dando ensejo, portanto, a uma questão de pesquisa, a cada momento mais candente, em função, não apenas das descobertas de textos inéditos e da redescoberta de outros ainda relegados, mas dos novos enfoques hermenêuticos que suscita. 23

Nesse sentido, do ponto de vista da sociologia da literatura e da história cultural, ao verificar as tendências da pesquisa simoniana tive por objetivo mostrar o quanto as descobertas recentes vinham, de algum modo, alterando o foco sobre o escritor pelotense. Com certeza, o trabalho de Monquelat foi – e é -, como bem se demonstra com o aparecimento da Família Marimbondo24-, decisivo nesse processo.


Figura 4 – Capa do livro A família Marimbondo (2016).

Seja talvez por que isso que as declarações do pesquisador soem um tanto irônicas e provocativas. Um exemplo dessas declarações é a que segue, quando tenta explicar sua atividade investigativa e o lugar que o escritor ocupa nisso:

Quanto a minha dúvida inicial, que era ir ou não ir ao lançamento do livro A família Marimbondo, resolvi que sim, na expectativa de não ter de falar sobre Simões Lopes Neto, e sim sobre a minha atividade de pesquisador, que encontrara pelo caminho mais um texto do Capitão.25

Declarações desse jaez, ensejaram que o pesquisador Mario Matos em palestra proferida no Seminário “Simões Lopes Neto: 100 anos de memória”, fomentado pelo Sesc, na Biblioteca Pública Pelotense, em novembro de 2016, classificasse Monquelat, assim como Mozart Victor Russomano, bizarramente, de “simoniano não assumido”.
Em verdade, sua forma de se expressar, “sem papas na língua” e, em algumas oportunidades, de fato, num tom sarcástico, tal como referir-se “às viúvas e aos devotos” de Simões Lopes Neto, possivelmente, fez com queos espíritos mais sensíveis sentissem alguma aversão. Tais declarações, no meu entender, não ferem ninguém e em nada desabonam a pesquisa de quaisquer outros que se dedicam a estudar o grande escritor pelotense. Tais declarações, obviamente, podem torná-lo um personagem polêmico mesmo quando, se examinado tudo com cuidado, não há polêmica.
O fato é simples: significa tão somente que ele ao demandar investigação a respeito de diversos assuntos sobre a história local, inevitavelmente, tem de recorrer à pesquisa em periódicos. A minuciosa e atenta varredura que realizou, é evidente, proporcionou-lhe uma série de descobertas correlatas (ou mesmo sem correlação), inclusive textos do Velho Capitão.
A grande questão é: independente de gostarmos ou não dos arroubos temperamentais de Monquelat, afinal, qual a importância de seu trabalho no cômputo geral da pesquisa simoniana e quais os seus desdobramentos?

TRAJETÓRIA E IMPORTÂNCIA DE A. F. MONQUELAT DENTRO DO QUADRO DA PESQUISA LOPESNETINA

O jornalista Klécio Santos (2016) 26 procurou traçar, ainda que brevemente, a trajetória de Monquelat. Desempenhou-se adequadamente, como fonte bem informada, no cumprimento de tal tarefa, uma vez que além dos laços da amizade que os unem, é seu parceiro de pesquisa. Devo observar, de modo complementar, no entanto, que a importância do trabalho de Monquelat está a exigir uma visão mais sistemática do que ele tem realizado, assim como suas respectivas repercussões, inclusive fora do Rio Grande do Sul, do que nos dá testemunho a matéria publicada no Correio Brasiliense, em 10 de março de 1992, da qual reproduzimos o seguinte trecho:

Gauchadas – Os gaúchos prosseguem garimpando nos jornais antigos trabalhos inéditos de seu maior regionalista, João Simões Lopes Neto, o autor de Contos Gauchescos e Lendas do Sul, que faleceu em 1916. O livro Novos Textos Simonianos – Contos urbanos e poemas de J. Simões Lopes Neto apresenta três poemas e dois contos desencavados recentemente pelos pesquisadores Adão Monquelat e Mario Osório Magalhães. O crítico Carlos Diniz mostra, num pequeno ensaio, as semelhanças entre estes trabalhos e a obra do grande ficcionista pelotense. [...]


Figura 5 - Pesquisador pelotense A. F. Monquelat.

Monquelat topou pela primeira vez com um texto inédito de Simões quando realizava, em conjunto com o falecido Geraldo Fonseca27, uma pesquisa sobre os poetas pelotenses28, com vistas a organizar uma antologia. Aparece aí o poema “Réve”, que, aliás, forneceu o mote – “onde não chega o olhar prossegue o pensamento” - à extraordinária exposição, com curadoria de CeresStorchi, ocorrida no Santander Cultural, em Porto Alegre, como evento do Biênio Simoniano, entre 19 de outubroe 18 de novembro de 2016.29
Foi somente no artigo ao jornal Diário da Manhã, de Pelotas, em 1991, intitulado Simões Lopes Neto: a face romântica, que o pesquisador vai divulgar, junto com o primeiro, outro soneto romântico: “Dúvida”.
O mais significativo dessas descobertas, além da divulgação de um gênero quase desconhecido (e negligenciado) cultivado pelo autor, à exceção dos triolés das Balas de Estalo, alguma quadrinha da coluna de publicação intermitente “Tesoura Hilariante” e da poesia para reclame, tão ao gosto da época, 30 a observar as datas de publicação de seus sonetos românticos e outros poemas, tais como “Cardiosophia”31, colocam essas produções como as primeiras do autor, antecipando a sua estreia literária, atribuída até então aos triolés das Balas de Estalo no jornal A Pátria (1886-1891), de seu tio Ismael32. Foi o próprio Monquelat quem também revelou a data correta em que começaram as Balas. 33
Certamente, as descobertas de Monquelat permitiram que eu pudesse, ao revelar essa faceta ainda inexplorada do autor, redigir o ensaio Simões Lopes Neto poeta(2006)34, bem como o aparecimento de outros escassos trabalhos sobre o tema 35.
Outro aspecto que cada vez mais chamando atenção dos estudiosos é a literatura urbana do autor. Até Monquelat desenterrar o conto Na lagoa... do Fragata (1890), nesse gênero só eram conhecidos dois fragmentos de um texto incompleto, Sinhá Jana, encontrados por Lígia Chiappini36. Um outro, Olhos de remorso, publicado na revista Ilustração Pelotense em 1920 37, era, infelizmente, alarme falso.38 Assim, em termos de contos urbanos completos só restou um – o já citado Na lagoa... do Fragata.39
Justamente o texto publicado no jornal O Radical, de Pelotas, sob o inédito pseudônimo de João Felpudo, foi que me fez atribuir ao criador de Blau Nunes dois poemas, quais sejam, “Perfeição do vapor” e “Glosa”, publicados no A ventarola, de Pelotas, em 1887, portanto, no ano anterior ao que se tem convencionado como o deseu aparecimento como escritor. Os referidos textos, se autênticos, podem ser considerados a verdadeira estreia literária de João Simões Lopes Neto. 40
Desta maneira, é que devemos, principalmente, a Monquelat a intensificação do interesse pelos trabalhos de temática urbana41 de um dos mais importantes escritores brasileiros de temática rural.
O pesquisador também abordou aspectos já batidos na biografia do Capitão com um novo olhar, tais como sua faceta empresarial42, tida sempre como um retumbante fracasso, conforme declara César(1974)43.Monquelat coloca dúvidas se a questão é assim tão simples, conforme se pode constatarem seu artigo44A fábrica Diabo de João Simões & Cia.Queremos aproveitar para dar nossa opinião a respeito da efemeridade da fábrica, pelo menos tendo Simões como proprietário, que em hipótese alguma aceitamos a ideia de ter sido em função do boicote da Igreja Católica aos cigarros, por levarem a marca Diabo. Dentre outros, nos apoiamos no fato de não haver de forma impressa manifestação alguma neste sentido como, e principalmente, por ter Simões Lopes vendido a fábrica e a marca, que foi mantida pelos novos proprietários. Queremos aproveitar para dar nossa opinião a respeito da efemeridade da fábrica, pelo menos tendo Simões como proprietário, que em hipótese alguma aceitamos a ideia de ter sido em função do boicote da Igreja Católica aos cigarros, por levarem a marca Diabo. Dentre outros, nos apoiamos no fato de não haver de forma impressa manifestação alguma neste sentido como, e principalmente, por ter Simões Lopes vendido a fábrica e a marca, que foi mantida pelos novos proprietários. Queremos aproveitar para dar nossa opinião a respeito da efemeridade da fábrica, pelo menos tendo Simões como proprietário, que em hipótese alguma aceitamos a ideia de ter sido em função do boicote da Igreja Católica aos cigarros, por levarem a marca Diabo. Dentre outros, nos apoiamos no fato de não haver de forma impressa manifestação alguma neste sentido como, e principalmente, por ter Simões Lopes vendido a fábrica e a marca, que foi mantida pelos novos proprietários. Queremos aproveitar para dar nossa opinião a respeito da efemeridade da fábrica, pelo menos tendo Simões como proprietário, que em hipótese alguma aceitamos a ideia de ter sido em função do boicote da Igreja Católica aos cigarros, por levarem a marca Diabo. Dentre outros, nos apoiamos no fato de não haver de forma impressa manifestação alguma neste sentido como, e principalmente, por ter Simões Lopes vendido a fábrica e a marca, que foi mantida pelos novos proprietários. Queremos aproveitar para dar nossa opinião a respeito da efemeridade da fábrica, pelo menos tendo Simões como proprietário, que em hipótese alguma aceitamos a ideia de ter sido em função do boicote da Igreja Católica aos cigarros, por levarem a marca Diabo. Dentre outros, nos apoiamos no fato de não haver de forma impressa manifestação alguma neste sentido como, e principalmente, por ter Simões Lopes vendido a fábrica e a marca, que foi mantida pelos novos proprietários. Queremos aproveitar para dar nossa opinião a respeito da efemeridade da fábrica, pelo menos tendo Simões como proprietário, que em hipótese alguma aceitamos a ideia de ter sido em função do boicote da Igreja Católica aos cigarros, por levarem a marca Diabo. Dentre outros, nos apoiamos no fato de não haver de forma impressa manifestação alguma neste sentido como, e principalmente, por ter Simões Lopes vendido a fábrica e a marca, que foi mantida pelos novos proprietários. Queremos aproveitar para dar nossa opinião a respeito da efemeridade da fábrica, pelo menos tendo Simões como proprietário, que em hipótese alguma aceitamos a ideia de ter sido em função do boicote da Igreja Católica aos cigarros, por levarem a marca Diabo. Dentre outros, nos apoiamos no fato de não haver de forma impressa manifestação alguma neste sentido como, e principalmente, por ter Simões Lopes vendido a fábrica e a marca, que foi mantida pelos novos proprietários.
Sua contribuição também é relevante quando se trata de investigar o Capitão e sua profunda ligação com as questões históricas.45No campo da historiografia, destacamos dois fatos: o incentivo e o auxílio queMonqulat concedeu queà edição fac-similar da Revista do 1º Centenário de Pelotas em CD-Rom, levada a cabo por Guilherme Pinto de Almeida46 e sua efetiva participação no Almanaque do Bicentenário de Pelotas 47.

Figura 6 – CD-Room com a publicação dos fascículos de 1 a 8 (1911-1912), de J. S. Lopes Neto.

Figura 7 – Capa do Almanaque do Bicentenário de Pelotas (2012)

Além disso, Monquelat faz uma abordagem original, que liga a literatura do autor à sua paixão historiográfica48, está, por exemplo, em Pinto Martins ou João Cardoso?49.

Em seu livro Desafiando mitos (2012), em parceria com V. Marcolla, Monquelat defende que a narrativa histórica local está repleta de “mitos”, baseados numa informação divulgada por Simões Lopes Neto, que atribuiu ao português José Pinto Martins a fundação da primeira charqueada, a qual daria origem à indústria saladerilno Rio Grande do Sul, de que se originaria a cidade de Pelotas.
Segundo Monquelat e Marcolla, após 1912, Simões Lopes Neto não cessou de divulgar essa informação sobre Pinto Martins, “surpreendentemente despida de qualquer prova documental”.
A esse respeito pondera Rubira (2012):

De fato, a ausência da indicação documental, e o “sabe-se”, utilizado por Simões Lopes Neto, pareceu indicar aquilo que, no passado, constituía o “ouvi dizer”, ou seja, o recurso à história oral – mediante o qual a memória, muitas vezes, perde a credibilidade em face dos arquivos. É assim que, para os autores, “uma década depois o mito criado por Simões Lopes ganha corpo e força na hoje clássica obra de Fernando Osório, “A cidade de Pelotas”[...].50

Adverte o prefaciador, contudo, que os autores, a despeito de contestarem certas informações de Simões Lopes Neto, nutrem pelo escritor, bem como pelos seus apontoamentos históricos, um profundo respeito e uma grande admiração. Até mesmo porque, reconhecem, foi no conto O mate do João Cardoso que eles obtiveram a pista que, segundo eles, fez com que “descobrissem o pioneiro da indústria saladeiril no continente de S. Pedro”.
Analisando o desenrolar das teses de Monquelat e Marcolla, afirma Rubira:

No conto de Simões Lopes Neto, “João Cardoso era um sujeito que vivia por aqueles meios do Passo da Maria Gomes”. Descobrindo que Maria Gomes era a esposa de Manoel Gomes, os pesquisadores verificaram que este era proprietário de uns campos “sitos junto ao Cerro Pelado” e que entre seus limites estava o Rio Piratini.51

A partir daí, de posse de uma série de informações, finalmente os autores revelaram que João Cardoso (da Silva) foi o primeiro a estabelecer uma charqueada às margens do Piratini. Com base em rica documentação concluem, finalmente, que o personagem simoniano é, na história, o iniciador da indústria saladeiril no Rio Grande do Sul. Outra coisa, a cidade de Pelotas não surgiu, portanto, das charqueadas pioneiras de José Pinto Martins, mas do agropastoreio.
Depois da publicação de duas grandes biografias sobre João Simões Lopes Neto, quais sejam, a de Reverbel (1981) e a de Diniz (2003), alguns fatos ainda são lacunosos, tais como a vida de estudante do Capitão, seu exercício docente, sua atividade política52 e mesmo aspectos de sua vida pessoal, como o caso de sua operação no olho (cuja marca lhe se será característica por toda a vida) ou sua participação no Clube Ciclista53.
Entre os aspectos mais pitorescos da biografia do Capitão está sua participação comunitária, que se distribuiu nas mais diversas instituições, entre as quais, a supracitada.
Em novembro de 1897, os sócios velocipédicos escolheram uma diretoria provisória, fazendoSimões Lopes Neto presidente do Clube Ciclista. O escritor era grande entusiasta da bicicleta, tanto como meio de transporte, quanto como atividade esportiva. Procurou divulgar pela imprensa os artigos que no Código de Posturas do Município regulamentavam o uso da bicicleta, com vistas a maior segurança e tranquilidade no trânsito. Em julho de 1898, Simões foi reeleito para o mandato 1898-1899, sendo acompanhado por Martil Frank (secretário), Dr. Joaquim Rasgado (tesoureiro) e mais os seguintes comissários: Sebastião Planela (o popular Zé da Hora), Lúcio Lopes Sobrinho, Juca Areas, Vasco Fagundes, Bento Dias e Adolfo Maia. 54
Segundo nos relatam Reverbel (1981) e Monquelat (2016), era comum os adeptos do ciclismo, prática restrita à elite pelotense, realizarem desfiles pela zona central da cidade, nas quais havia bandas de música e a presença de moças da mais fina sociedade local.
Ao que parece, o Clube Ciclista tinha ampla participação social, pois conforme relata Reverbel55, por ocasião do falecimento de Florêncio Moglia, presidente do Clube Caixeiral, o Clube se fez representar nos funerais. Além disso, bem ao espírito solidário do Capitão, o Clube Ciclista frequentemente promovia campanhas humanitárias, tal como a que realizou em 1900, arrecadando alimentos para as vítimas da seca no Ceará.
A paulatina disseminação do ciclismo como esporte e diversão dos mais ricos, fez com que os parques públicos recreativos da cidade, de propriedade particular, passassem a oferecer pistas circulares para corridas (ou passeios) de bicicleta, a fim de atender à demanda de uma seleta clientela. 56


Figura 8 – Um membro da elite pelotense, adepto do ciclismo.

Nas atividades do Clube Ciclista, ao tempo da presidência de Simões Lopes Neto, Dona Velha o acompanha em bicicleta nova, ao som vibrante da banda União Democrata. Simões, embora grande entusiasta do esporte, não participava de corridas, mas era figura indefectível nos desfiles, nos quais “ostentava uma belíssima borboleta de seda no guidom”.
Monquelat aprofunda o assunto do ciclismo em Pelotas, revelando minuciosamente novos dados sobre o Clube Ciclista, ao mesmo tempo em que descreve a atividade do escritor na entidade.57


Figura 9 – Capa do Estatuto do Clube ciclista
Do mesmo modo, ao abordar a cirurgia que teria realizado Simões Lopes na infância, com a acuidade que lhe é peculiar, esmiúça os detalhes do caso. Monquelat discorda da narrativa tradicional 58 do fato, isto é, de que o médico que o submeteu ao procedimento era um charlatão. Klécio Santos, jornalista da Zero Hora, de Porto Alegre, ao entrevistar o pesquisador colheu a seguinte declaração:

Era difícil imaginar que o Visconde da Graça iria deixar seu primeiro neto varão sob o cuidado de um charlatão [...] Em exposição na farmácia havia fotografias de antes e após a cirurgia não só de Simões Lopes, mas também de Hortência Salles, outra paciente do médico. “Tanto a Sra. Hortência quanto o neto do barão da Graça sofriam de um estrabismo na vista, porém, tendo sido operados pelo Dr. Nunes da Costa, ficaram bons desse defeito”, anunciava a edição do Jornal do Commercio de 9 de maio de 1875. A notícia ainda destaca a habilidade do médico diante de complicada cirurgia, pouco comum à época.59

Procurou também o pesquisador mostrar as preocupações sociais do escritor que, além de envolver-se com uma série de ações comunitárias e cívicas, discutia sobre um problema que estava na ordem do dia: a higiene 60.
Como homem integrado aos problemas do tempo, Simões Lopes Neto não ficou de fora dessa discussão. Num artigo intitulado Pelotas e a higiene, sob o pseudônimo de João do Sul 61, publicado no A Opinião Pública, de Pelotas, em 21 de dezembro de 1912, afirma o autor peremptoriamente: “O principal fator de progresso real, evidente, de uma cidade é o estado sanitário da mesma”.
O conceito de higiene, referido à época é bastante amplo, abarcando aspectos diversos, que vão da beleza à salubridade: “Quem diz higiene, diz uma cidade bem cuidada, saudável, limpa, atraente”, afirma Simões Lopes.
Simões Lopes Neto toma por modelo a Capital da República, com as transformações realizadas pelo prefeito Pereira Passos 62, seguindo a linha da política do “Bota-Abaixo”, ele entende que devido ao aumento da população o número de habitações não é suficiente para alojar em condições de salubridade. Então Simões interroga:

As construções iniciadas serão suficientes para resolver o problema?” Duvida que isso seja possível, uma vez que “as casas não estão ao alcance das bolsas proletárias é justamente isso o ponto principal a cuidar na higiene de uma cidade. Pelo preço elevado, cotidianamente, o pobre procurará a casa barata, ali aloja-se com a família inteira, apesar das péssimas comodidades da habitação. /[...] Acossado pelas ameaças de fome, aumentado o preço dos gêneros de primeira necessidade, temos a pobreza mais acentuada e a procura das mansardas infectas...63

Ainda na perspectiva de que a incipiência da educação científica e geral em nosso país atinge todas as classes sociais, e é a responsável por doenças, assevera:

Na casa abastada, mais ou menos, se trata do bom estado higiênico, não tanto pelo conhecimento dos seus efeitos, e sim pelas exigências sociais. Mas na habitação do pobre há dificuldade, aliada a uma falta de preparo moral que não lhe foi dado na infância. 64

Deste modo, a “higiene deve, pois, cuidar de perto a melhoria das casas, vigiar diretamente o número de habitantes, as condições sanitárias das casas e assim evitar a explosão de moléstias contagiosas”, sobretudo a tuberculose, “que é uma ameaça que pesa constantemente sobre os habitantes de Pelotas”. A respeito da doença afirma: “A tuberculose, entre nós, é um dos grandes males que nos assolam e sobre este aspecto enganador de cidade ventilada, iluminada, temos o obituário numa porcentagem terrível”65.
O papel do Estado, segundo o articulista, não se deve restringir em apenas isolar os doentes, mas agir de maneira profilática, “sem o que é desconhecer os mais rudimentares princípios da medicina pública.” Adverte também que a ação da higiene não deve ser pontual, atacando os casos patológicos manifestos, passando a criticar o ensino das faculdades, “onde os professores, em geral, imbuídos das doutrinas do século passado, hipnotizados pelas lesões, dão a orientação que faz médicos para doentes...”.
Além disso, o escritor propugna fazer um esclarecimento a todos:

Bem sabemos a dificuldade que há em convencer certa gente na aceitação de medidas de real valor sanitário. Há bem poucos anos vimos no Rio de Janeiro levantado em peso contra a vacinação obrigatória, medida donde logo tiram interpretações políticas e pseudo-filosóficas!/Mas a maior dificuldade, às vezes, está em convencer os que se deixam levar por teorias que nada tem de ver com a higiene. É triste ver-se como uma vaga e metafísica noção de liberdade encontra apoio em nome de merecimentos em detrimento da saúde da coletividade, que não pode estar, de modo algum, à disposição de preconceitos e dogmas de qualquer doutrina político-religiosa e a ação do Estado moderno tem seus limites e a vida, a saúde, o bem-estar da coletividade estão acima das discussões filosóficas, ao lado dos altos interesses humanos da espécie. 66

No início do século XX, a cidade do Rio de Janeiro, como capital da República, apesar de possuir belos palacetes e casarões, tinha graves problemas urbanos: rede insuficiente de água e esgoto, coleta de lixo precária e cortiçossuper povoados. Nesse ambiente proliferavam muitas doenças, como a tuberculose, o sarampo, o tifo e a hanseníase. Alastravam-se, sobretudo, grandes epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica.
Decidido a sanear e modernizar a cidade, o então presidente da República Rodrigues Alves (1902-1906) deu plenos poderes ao prefeito Pereira Passos e ao médico Dr.Oswaldo Cruz para executarem um grande projeto sanitário. O prefeito pôs em prática uma ampla reforma urbana, que ficou conhecida como Bota- Abaixo, em razão das demolições dos velhos prédios e cortiços, que deram lugar a grandes avenidas, edifícios e jardins. Milhares de pessoas pobres foram desalojadas à força, sendo obrigadas a morar nos morros e na periferia.
Oswaldo Cruz, convidado a assumir a Direção Geral da Saúde Pública, criou as Brigadas Mata-Mosquitos, grupos de funcionários do Serviço Sanitário que invadiam as casas para desinfecção e extermínio dos mosquitos transmissores da febre amarela. Iniciou também a campanha de extermínio de ratos considerados os principais transmissores da peste bubônica, espalhando raticidas pela cidade e mandando o povo recolher o lixo.
As notícias eram alarmantes:

Tiros, gritaria, engarrafamento de trânsito, comércio fechado, transporte público assaltado e queimado, lampiões quebrados à pedradas, destruição de fachadas dos edifícios públicos e privados, árvores derrubadas: o povo do Rio de Janeiro se revolta contra o projeto de vacinação obrigatório proposto pelo sanitarista Oswaldo Cruz. 67

A resistência popular, quase um golpe militar, teve o apoio de positivistas e dos cadetes da Escola Militar. Os acontecimentos, que tiveram início no dia 10 de novembro de 1904, com uma manifestação estudantil, cresceram consideravelmente no dia 12, quando a passeata de manifestantes dirigia-se ao Palácio do Catete, sede do Governo Federal. A população estava alarmada. No domingo, dia 13, o centro do Rio de Janeiro transforma-se em campo de batalha: era a rejeição popular à vacina contra a varíola que ficou conhecida como a Revolta da Vacina, mas que foi muito além do que isto.
Para erradicar a varíola, o sanitarista convenceu o Congresso a aprovar a Lei da Vacina Obrigatória (31 de outubro de 1904), que permitia que brigadas sanitárias, acompanhadas por policiais, entrassem nas casas para aplicar a vacina à força.


Figura 10 – Vacinação de uma mulher, Rio de Janeiro,1904.

A população estava confusa e descontente. A cidade parecia em ruínas, muitos perdiam suas casas e outros tantos tiveram seus lares invadidos pelos mata-mosquitos, que agiam acompanhados por policiais. Jornais da oposição criticavam a ação do governo e falavam de supostos perigos causados pela vacina. Além disso, o boato de que a vacina teria de ser aplicada nas "partes íntimas" do corpo (as mulheres teriam que se despir diante dos vacinadores) agravou a ira da população, que se rebelou.
A aprovação da Lei da Vacina foi o estopim da revolta: no dia 05 de novembro, a oposição criava a Liga contra a Vacina Obrigatória. Entre os dias 10 e 16 de novembro, a cidade virou um campo de guerra. A população exaltada depredou lojas, virou e incendiou bondes, fez barricadas, arrancou trilhos, quebrou postes e atacou as forças da polícia com pedras, paus e pedaços de ferro. No dia 14, os cadetes da Escola Militar da Praia Vermelha também se sublevaram contra as medidas baixadas pelo Governo Federal.
A reação popular levou o governo a suspender a obrigatoriedade da vacina e a declarar estado de sítio (16 de novembro). A rebelião foi contida, deixando 50 mortos e 110 feridos. Centenas de pessoas foram presas e, muitas delas, deportadas para o Acre.
Ao reassumir o controle da situação, o processo de vacinação foi reiniciado, tendo a varíola, em pouco tempo sido erradicada da capital.68
Figura 11– Assentamento dos tubos da rede hidráulica. À direita oempreiteiro Dr. A. Lamy e a esquerda o Engenheiro Fiscal Dr. Benjamim Gastal.
Ao comentar a Revolta da Vacina, Simões Lopes Neto entendia que contra a ignorância popular se justificava a força, isto é, dever-se-ia esclarecer o povo antes que ele agisse contra si mesmo, nem que isso tivesse de ser feito de maneira autoritária.69. Conforme se viu, o termo higiene se restringia ao asseio pessoal, antes era uma disciplina (com fóruns de ciência) e uma ideologia muito ampla, que ia desde a fiscalização dos cortiços até princípios de eugenia.
E ele não para aí: sua iniciativa e colaboração, junto a Carlos Diniz e ao então deputado Bernardo de Souza 70, para a preservação da casa em que morou e escreveu peças de teatro e a obra-prima O negrinho do pastoreio(1906)71, foi determinante para o resultado vitorioso.72

Figura 12 - Casa em que morou, entre 1897 e 1907, João Simões Lopes Neto, em Pelotas, onde hoje funciona o Instituto que leva o nome do escritor.



EPÍLOGO
É preciso dizer que o trabalho do pesquisador A. F. Monquelat73, a quem consagro 35 anos de amizade e admiração, a despeito de termos abissais divergências numa considerável gama de assuntos e de sua proverbial misantropia e ranzinzice exigir da convivência uma grande dose de paciência em determinados dias, é indispensável conhecer-lhe a obra para quem queira se aproximar da história de Pelotas74 e do Velho Capitão. Concordemos ou não com suas teorias ou interpretações, hipóteses ou divagações, simpatizemos ou não com seu temperamento; não importa,é impossível não passar por ele.
Nesse item, relativamente a Simões Lopes Neto, conceber que suas descobertas são mera obra do acaso é quase uma puerilidade, que só a galhofa monquelatiana pode alimentar. Basta atentarmos para as numerosas referências em trabalhos acadêmicos, bem como os agradecimentos nas dissertações, teses e livros, pelos seus muitos auxílios e colaborações, inclusive a nomes de reconhecidos especialistas, tais como os de João Cláudio Arendt, Cláudia, Antunes, Patrícia Lima e Flávio Loureiro Chaves. Também não faltam os obscuros, como o do presente escriba.
Atente-se também para os prêmios recebidos, tais como o Prêmio Arte Casarim, em 1992, pelo livro Novos Textos Simonianos (1991) 75 e no reconhecimento obtido na árdua labuta do cotidiano de pesquisa, do que nos dá testemunho ter sido escolhido “o nome da pesquisa” do ano de 2016 pelo tradicional programa radiofônico Pelotas 13 Horas76.
Enfim, só pelo que relatei nesta síntese da atividade simoniana (não assumida!) de Monquelat, em seus mais de 30 anos de pesquisa, é possível aquilatar sua inestimável e incontornável contribuição.

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Crédito das imagens

Figura 1 – Capa do livro Novos Textos Simonianos (1991). Fonte: Acervo Eduardo Arriada

Figura 2 – Retrato de casamento de João Simões Lopes Neto e Dona Velha. Fonte: Acervo Biblioteca Pública Pelotense.

Figura 3 – Foto de Dona Velha, quando moça.

Figura 4–Capa do livro Família Marimbondo. Fonte: <https://www.facebook.com/nativudesign/photos/a.244274992274271.52980.243292022372568/1198027800232314/?type=3&theater> Acesso em: 18 jan. 2017.



Figura 8 –Um membro da elite pelotense, adepto do ciclismo.

Figura 9 - Capa do Estatuto do Clube Ciclista de Pelotas. Fonte:<http://pelotasdeontem.blogspot.com.br/2016_06_01_archive.html> Acesso em: 16 dez 2016. Acesso em: 12 dez. 2016.
Figura 10 - Mulher sendo vacinada em 1904.

Figura 11 – Saneamento em Pelotas. Fonte:Intendência Municipal de Pelotas. Secção de Águas e Esgotos. Relatório de 1916. Apresentado ao Intendente Municipal Engenheiro Cypriano Corrêa Barcellos pelo Engenheiro Chefe Octacílio Pereira. Oficinas Tipográficas do Diário Popular, 1917. Fonte: Acervo Espaço Blau Nunes/Coord. Ramão Costa)

Figura 12 – Fachada do Instituto João Simões Lopes Neto. Fonte: Acervo Instituto João Simões Lopes Neto (Pelotas/RS).

Acervos consultados
Biblioteca Pública Pelotense
Biblioteca IFSUL – Campus Pelotas/RS
Eduardo Arriada (Pelotas/RS)
Espaço Blau Nunes (Pelotas/RS - Coord. Ramão Costa)
Instituto João Simões Lopes Neto (Pelotas/RS)
Luís Borges (Pelotas/RS)

1 Professor de Literatura, crítico, tradutor e historiador literário. Pós-graduado em Literatura Brasileira. Mestre e doutor em História da Educação. Possui artigos, ensaios e livros publicados sobre o escritor pelotense, entre os quais O projeto cívico-pedagógico de João Simões Lopes Neto (2010). Por seu trabalho de pesquisa em Simões Lopes Neto recebeu as seguintes premiações: Açorianos (2002), 300 Onças (2015) e Comenda do Centenário (2016).

2 RUSSOMANO, Mozart Victor. Como se fosse um prefácio. In MONQUELAT, A. F.; DINIZ, Carlos F. Sica; MAGALHÃES, Mario Osório. Pelotas: Confraria Cultural e Científica Prometheu/Livraria Lobo da Costa, 1991, p. 11.

3 Como é o caso do pseudônimo João Felpudo, descoberto por A. F. Monquelat em 1990 (cf. BORGES, Luís. Os três reis magos e uma página de diário. Diário da Manhã, Pelotas, Suplemento DM Cultura, 22 dez. 1991), quando revelou o texto Na lagoa... do Fragata, publicado no jornal O Radical, de Pelotas, em 22 de março de 1890. Para mais detalhes vide: Capitão João Simões... e sua Cia. de Joões. In MONQUELAT, A. F.; DINIZ, Carlos F. Sica; MAGALHÃES, Mario Osório. Pelotas: Confraria Cultural e Científica Prometheu/Livraria Lobo da Costa, 1991, pp. 49-51. O texto foi originalmente publicado no Diário da Manhã, Pelotas, Suplemento DM Cultura, n. 52, 30 jun. 1991.

4 RUSSSOMANO, idem, ibidem, p. 10.

5 Para mais detalhes vide: BORGES, Luís. História da pesquisa e atualização bibliográfica sobre João Simões Lopes Neto. In BAVARESCO, Agemir; BORGES, Luís. História, resistência e projeto em Simões Lopes Neto. Porto Alegre: WS Editor, 2001, pp. 65-138.

6 Idem. Refere-se à tarefa de dedicar-se mais amiúde ao estudo, à divulgação e à pesquisa de Simões Lopes Neto.

7 Para mais detalhes vide: BORGES, Luís. Simões Lopes Neto jornalista: um preconceito e uma negligência. In SUL, João do [pseudônimo de João Simões Lopes Neto]. Inquéritos em contraste. Edição organizada por Luís Augusto Fischer e Patrícia Lima. Porto Alegre: Edigal, 2016, pp. 139-164.

8 MONQUELAT, A. F.. Meu encontro com João Simões Lopes Neto. Diário da Manhã, Pelotas. Série de nove artigos publicados entre 06 de janeiro e 03 de março de 2013.

9 MONQUELAT, A. F.. Tributo a Simões Lopes Neto. Diário Popular, Pelotas, 1º jun. 1995.

10 MONQUELAT, A. F.. Meu encontro com João Simões Lopes Neto (9). Diário da Manhã, Pelotas, 03 mar. 2013.

11 Natural de Pelotas/ RS, nasceu em 1924. Engenheiro Agrônomo, formado em 1947 pela FAEM, desde os anos 1970 é reconhecido como artista plástico em todo o estado do Rio Grande do Sul. Foi Jornalista do periódico A Tribuna nos anos 1950 e, a partir de 1985, tornou-se escritor, com o livro Décima de Sepé Tiaraju. Desde os anos 1950 ministra palestras sobre Simões, além de, nos anos 1980, ingressar na Academia Sorocabana de Letras, tendo como patrono João Simões Lopes Neto e sendo, ainda hoje, sócio honorário. Ao aposentar-se, em 1989, Mário Mattos voltou à terra natal e tornou-se membro do Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas. Em 1992, elaborou Súmula biográfica de Simões Lopes Neto para inauguração da Casa de Cultura no Castelo Simões Lopes. Já em 1994, passou a coordenar as reuniões de leitura do Núcleo de Estudos Simonianos do IHGPEL. Foi também eleito vice-presidente do Instituto João Simões Lopes Neto, desde sua criação, até o ano de 2010. Lançou em 2007, na Feira do Livro de Pelotas Garimpando no Mundo das Trezentas Onças – Leituras de João Simões Lopes Neto, livro composto por oito contos originais de Mário e uma biografia ficcional do personagem de Simões, Blau Nunes, feita em versos. Além disso, realiza palestras sobre temas simonianos, tendo publicado diversos trabalhos relacionados à história e à produção literária de João Simões Lopes Neto. (Informações colhidas no site do Instituto João Simões Lopes Neto. Disponível em: <https://ijsln.wordpress.com/category/centenario-dos-contos-gauchescos/page/7/>). Aceso em: 08 ago. 2016.

12 MATOS, Mario. Obra simoniana em debate. Diário Popular, Pelotas, 09 mar. 1994.

13 MONQUELAT, A. F. Tributo a Simões Lopes Neto. Diário Popular, Pelotas, 10 jun. 1995.

14 Para mais detalhes sobre a adoção de Firmina vide: DINIZ, Carlos Francisco Sica. João Simões Lopes Neto, uma biografia. Porto Alegre: AGE, pp. 139-141.

15 REVERBEL, Carlos. Prefácio. In LOPES NETO, J. S. Casos do Romualdo. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1992, p. 9.

16 VILLAS-BOAS, Pedro. Dicionário bibliográfico gaúcho. Porto Alegre: Edigal, 1991, p. 64.

17 MONQUELAT, A. F. Álbum simoniano. Diário Popular, Pelotas, 27 jul. 1997.

18 BORGES, Luís. A fortuna crítica de Simões Lopes Neto nos momentos decisivos da Fase Contemporânea (2003-2011). In BUSSOLETTI, Denise Marcos. Escritas: Narrativas e (po)éticas educativas. Pelotas: UFPEL, 2012, pp. 241-277.

19 Para o aporte metodológico da pesquisa vide BORGES in BUSSOLETTI (ob. cit.), pp. 263-268.

20 Refiro-me a livros, dissertações e teses.

21 Em Literatura e Cultura incluímos trabalhos que versam sobre identidade, imaginário, representação literária, regionalidade, estudos fronteiriços, literatura comparada, etc.

22 BORGES, Luís. A fortuna crítica de Simões Lopes Neto nos momentos decisivos da Fase Contemporânea (2003-2011). In BUSSOLETTI, Denise Marcos. Escritas: Narrativas e (po)éticas educativas. Pelotas: UFPEL, 2012, p. 273.

23 Idem, p. 174.

24 Entre outras matérias vide: SIMÕES Lopes em defesa do teatro local. Zero Hora, Porto Alegre, 19 dez. 2016; SANGUINÉ, Leon. Diário Popular, Pelotas, 19 dez. 2016. Para mais detalhes vide: BORGES, Luís. A família Marimbondo. Dez. 2016. Inédito.

25 MONQUELAT, A. F. O banco do Capitão e a família Marimbondo. Devaneios (1). Diário da Manhã, Pelotas, 31 dez. 2016/01 e 02 jan. 2017. Grifo meu.

26 Cf. SANTOS, Klécio. “Deixemos os marimbondos em paz.” In BEMOL, Serafim [pseudônimo de João Simões Lopes Neto]. A família Marimbondo. Pelotas: Fructos do Paiz, 2016, pp. 49-57.

27 Para mais detalhes sobre o companheiro de pesquisa de Monquelat vide: BORGES, Luís. Geraldo Fonseca. Necrológio. Diário da Manhã, Pelotas, 21/22 nov. 2015.

28 MONQUELAT, A. F.; FONSECA, G. R. Coletânea e notas bibliográficas de poetas pelotenses. Pelotas, 1985, pp. 55-58. Inédito.

29 SIMÕES LOPES NETO EM DESTAQUE. Jornal do Comércio, Porto Alegre, 02-12-2016. Para mais detalhes vide: Simões Lopes Neto – onde não chega o olhar prossegue o pensamento. [Catálogo da exposição] 19 de outubro a 18 de dezembro de 2016. Organização e curadoria de Ceres Storchi. Texto de Cláudia Antunes et al. São Paulo: Santander Cultural, 2016.

30 Cf. BORGES, Luís. Simões Lopes Neto publicitário. Inédito. Vale recordar que Bilac, entre outros escritores de prestígio, faziam versos para reclames (para detalhes vide: CARRASCOZA, J..Evolução do texto publicitário. São Paulo: Futura, 1999).

31 Poema, publicado em abril de 1888, divulgado por Monquelat em Meu encontro com João Simões Lopes Neto (1), Diário da Manhã, Pelotas, 06 jan. 2013.

32 Para mais detalhes vide: REVERBEL, Carlos. Um capitão da Guarda Nacional. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1981, pp. 44-49.

33 O major Ângelo Pires Moreira recolheu e publicou em seu livroA outra face de J. Simões Lopes Neto (1983) a coluna Balas de Estalo, a qual, segundo ele, teria começado em 02 de julho de 1888. Monquelat, todavia, descobriu um triolé anterior, saído em 22 de junho de 1888, sob o pseudônimo de João Ripouco
(cf. MONQUELAT, A. F.; DINIZ, Carlos F. Sica; MAGALHÃES, Mario Osório. Novos textos simonianos. Contos urbanos e poemas de J. Simões Lopes Neto. Pelotas: Confraria Cultural e Científica Prometheu/Livraria Lobo da Costa, 199, p. 21.

34 BORGES, Luís. Simões Lopes Neto poeta. Palestra proferida no IJSLN, 01 jun. 2006, 69 p. Inédito. Obs: Estou ultimando uma antologia de poesia de João Simões Lopes Neto.

35 JOÃO SIMÕES LOPES NETO – POETA. Coluna da Academia Pelotense de Letras. Diário da Manhã, Pelotas, 03 jan. 2017.

36 LOPES NETO, J. S. Contos Gauchescos/Lendas do Sul/ Casos do Romualdo. Edição crítica de Lígia Chiappini. São Paulo/Brasília: Presença/ Instituto Nacional do Livro, 1988, pp. 285-287.

37 Para mais detalhes vide: SANTOS, Klécio. Não era dele. Era dele. Zero Hora, Porto Alegre, 31 mai. 2003.

38 Para mais detalhes vide ARRIADA, Eduardo; BORGES, Luís. Laçando o boi barroso: o caso da atribuição do conto “Olhos de remorso” a João Simões Lopes Neto. Revista da Academia Sul-Brasileira de Letras, Pelotas, vol. 2, n. 1, pp. 100-118, mai. 2003.

39 Mais tarde o conto foi republicado em CRUZ, Cláudio. Simões Lopes Neto. Cadernos Porto & Vírgula nº 17. Porto Alegre: Prefeitura Municipal/União Editorial, 1999, pp. 57-60; e LOPES NETO, J. S. Obra Completa. Organizada por Paulo Bentancur. Porto Alegre: Já Editores, 2003, pp. 1025-1028.

40 Para mais detalhes vide: BORGES, Luís. João Simões Lopes Neto, verdadeiro “saco de espantos”. Revista da Academia Pelotense de Letras, vol. 3, n. 2, pp. 54-71.

41 Para mais detalhes sobre a questão urbana em Simões vide: BORGES, Luís. Simões Lopes Neto cronista urbano ou as contradições de um costumbrista. Parte 1, parte 2 e conclusão. Diário da Manhã, Pelotas, respectivamente, 12/13 de outubro; 20 de outubro e 02/03 de novembro de 2013. (Centenários Simonianos V)

42 Para mais detalhes vide: BORGES, Luís. Além fronteiras: o empreendedor João Simões Lopes Neto. Disponível em: <http://www.vivaocharque.com.br/interativo/artigo19> Acesso em: 13 jan. 2017.

43 CÉSAR, Guilhermino. Os bons negócios do Capitão João Simões. Correio do Povo, Caderno de Sábado, Porto Alegre, 15 jun. 1974.

44 MONQUELAT, A. F.; PINTO, G. A fábrica Diabo de João Simões & Cia. Diário da Manhã, Pelotas, 07 ago. 2012.

45 Vale lembrar que o escritor integrou a comissão de história na Academia de Letras do RS. Além disso, Simões Lopes Neto escreveu diversos textos de cunho histórico, tais como A cidade de Pelotas. Apontamentos para alguma monografia para o seu centenário. Anais da Biblioteca Pública Pelotense, ano II, vol. 2, 1905, pp. 103-120 (que pode ser considerada a primeira obra historiográfica sistemática sobre a cidade), a Revista do 1º Centenário de Pelotas (1911-1912); Terra Gaúcha. Porto Alegre: Sulina, 1955. Para mais detalhes sobre Simões historiador vide: ZALLA, Jocelito. Memória e identidade no sul do Brasil: o ensaio histótórico de Simões Lopes Neto. Tempos históricos, vol. 19, pp. 208-227, 1º semestre de 2015. Monquelat em diversos textos de seu livro Desafiando mitos: notas à história do continente de São Pedro. Pelotas: Mundial, 2012; discute Simões e os problemas relativos à historiografia pelotense.

46 REVISTA do 1º Centenário de Pelotas ganha versão digital. Diário Popular, Pelotas, 16 out. 2011.

47 MONQUELAT, A. F.; MARCOLLA. João Cardoso: dos Contos Gauchescos para a história. In RUBIRA, Luís (Org.). Almanaque do Bicentenário de Pelotas. Vol. 1. Fac-símile da Revista do 1º Centenário de Pelotas. Santa Maria; Pró-Cultura; Editora Pallotti, 2012,pp. 241-263.

48 Lembremos que o Capitão, além de seu mais ambicioso projeto no campo da história, que foi a Revista do Centenário (1911-1912), era ainda membro da Comissão de história da Academia de Letras do Rio Grande do Sul, na qual ocupava uma cadeira, e redigiu uma história elementar de seu estado natal, o Terra Gaúcha, obra de que somente o 2 volume chegou até nós, sendo publicada pela editora Sulina, de Porto Alegre, em 1955.

49 MONQUELAT, A. F. Pinto Martins ou João Cardoso? In MONQUELAT, A. F. Desfazendo mitos: notas à história do continente de S. Pedro. Pelotas: Mundial, 2012, pp. 91-96.

50 RUBIRA, Luís. Apresentação da obra. In MONQUELAT, A. F.; MARCOLLA, V. Desafiando mitos: notas à história do continente de São Pedro. Pelotas: Mundial, 2012, p. 13.

51 RUBIRA, Luís. Apresentação da obra. In MONQUELAT, A. F.; MARCOLLA, V. Desafiando mitos: notas à história do continente de São Pedro. Pelotas: Mundial, 2012, p. 21.

52 Ele foi eleito para o Conselho Municipal em 02 de julho de 1896, tomou posse em 02 de setembro do mesmo ano, encerrando seu mandato em setembro de 1900. Para mais detalhes: BORGES, Luís. O político João Simões Lopes Neto. Inédito.

53 MONQUELAT, A. F. Simões Lopes Neto, o Club Cyclista e o carnaval de rua (Parte 3). Diário da Manhã, Pelotas, 18/19 jan. 2016. Ver ainda: REVERBEL, Carlos.Um capitão da Guarda Nacional. Porto Alegre: Martins Livreiro, pp. 178-182.

54 MONQUELAT, A. F. Ciclismo: um esporte da elite pelotense (Parte 5). Disponível em: <http://www.amigosdepelotas.com.br/blog/ciclismo_um_esporte_da_elite_pelotense_5>. Acesso em: 05 jan. 2017.

55 REBERBEL, Carlos. Um capitão da Guarda Nacional. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1981, p. 179.

56 Para mais detalhes vide MONQUELAT, A. F. Ciclismo: um esporte da elite pelotense. Série de seis artigos. Disponível em: <http://www.amigosdepelotas.com.br/blog/ciclismo_um_esporte_da_elite_pelotense_1.html> Acesso em: 11 jan. 2017.

57 MONQUELAT, A. F. Ciclismo: um esporte da elite pelotense. Série de seis artigos. Disponível em:<http://www.amigosdepelotas.com.br/blog/simoes_lopes_neto_o_club_cyclista_e_o_carnaval_de_rua_parte_3>. Acesso em:11 jan. 2017.

58 DINIZ, Carlos. João Simões Lopes Neto, uma biografia. Porto Alegre: AGE, 2003, p. 44.

59 SANTOS, Klécio. O olho do Capitão. Zero Hora, Porto Alegre, 25 mai. 2013.

60 Cf. MONQUELAT, A. F. Simões Lopes Neto, higiologista. Diário da Manhã, Pelotas, 25 ago. 2013. Para mais detalhes vide BORGES, Luís. O projeto cívico-pedagógico de João Simões Lopes Neto. Pelotas: UFPEL, 2010, pp. 136-148.

61 Sobre os pseudônimos de Simões Lopes Neto vide MONQUELAT, Adão. Capitão João Simões... e sua Cia. de Joões. In MONQUELAT, Adão; DINIZ, Carlos Sica; MAGALHÃES, Mário Osório. Novos textos simonianos. Contos urbanos e poemas de J. Simões Lopes Neto. Pelotas: Confraria Cultural e Científica Prometheu/ Livraria Lobo da Costa, 1991, pp. 47-51.

62 Para mais detalhes vide BENCHIMOL, Jaime Larry. Pereira Passos: um Hausmann tropical. A renovação urbana da cidade do Rio de Janeiro no início do século XX. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esporte; Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural; Divisão de Editoração, 1992, e também ROCHA, Oswaldo. A era das demolições na cidade do Rio de Janeiro. 1870-1920. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esporte; Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural; Divisão de Editoração, 1995.

63 SUL, João do [pseudônimo de Simões Lopes Neto]. Pelotas e a higiene. A Opinião Pública, Pelotas, 21 dez. 1912.

64 Idem.

65 Idem.

66 Idem.


67 Cf. Gazeta de Notícias, Rio de Janeiro, 14 nov. 1904.

68 Para mais detalhes vide: MEHY, José Carlos; BERTOLLI FILHO, Cláudio. A Revolta da Vacina. São Paulo: Ática, 2001.

69 SUL, João do [pseudônimo de LOPES NETO, J. S.].Pelotas e a higiene. A Opinião Pública, Pelotas, 21 dez. 1912.

70 O relato completo está em MONQUELAT, A. F. Meu encontro com João Simões Lopes Neto (partes 3, 4, 5, 6 e 7). Diário da Manhã, Pelotas, respectivamente 20 e 27 de janeiro; 02/03; 10; 17 de fevereiro de 2013. Para uma versão resumida: ARENDT, João Cláudio. Simões Lopes Neto e o patrimônio histórico do estado. Histórias de um bruxo velho. Ensaios sobre Simões Lopes Neto. Caxias do Sul: UCS, 2004, pp. 105-111.

71 LEON, Zênia de. Produção teatral de Simões. Pelotas: história recontada em crônicas. Pelotas: Editora Santa Cruz, 2015, pp. 179-180.

72 Para um relato detalhado e muito bem documentado do assunto vide: MONQUELAT, A. F. Meu encontro com João Simões Lopes Neto. Partes 3 a 7. Diário da Manhã, Pelotas, respectivamente, 20 e 27 de janeiro; 02/03 de fevereiro; 10 e 17 de fevereiro de 2013.

73 Para informações biográficas e bibliográficas de Monquelat vide: XAVIER, Simone. E-Dicionário de autores de Pelotas. Disponível em: <http://e-dicionariodeautoresdepelotas.blogspot.com.br/p/adao-fernando-monquelat.html> Acesso em: 13 jan. 2017.

74 Para mais detalhes vide: NOVO livro de A. F. Monquelat. Disponível em <https://preteritaurbe.wordpress.com/2015/05/27/novo-livro-de-a-f-monquelat/>Acesso em: 18 jan. 2017. Em sua produção historiográfica constam os seguintes títulos:

75 Para mais detalhes vide: MONQUELAT, A. F. Meu encontro com João Simões Lopes Neto (2). Diário da Manhã, Pelotas, 13 jan. 2013.


76 PELOTAS 13 Horas. Votação popular e debatedores apontam fatos e nomes de 2016. Diário da Manhã, Pelotas, 31 de dezembro de 2016 e 01/02 de janeiro de 2017.

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