Dê play no player acima ^ e escute músicas de Pelotas!

DÊ PLAY NO PLAYER ACIMA ^ E ESCUTE MÚSICAS DE PELOTAS!

9 de set de 2015

Luis Carlos Fernandes Freitas - Um pelotense campeão pelo Flamengo

    "O processo migratório que se instituiu no futebol contribuiu para que os principais times da região misturassem jogadores procedentes do próprio clube com os que iniciaram nos times menores de bairros e vilas e outros que vinham de fora da cidade. As equipes de Pelotas, ao mesmo tempo que aproveitavam os jogadores oriundos de times menores da região, também importavam e exportavam jogadores para Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo, Uruguai e Argentina. Após a consolidação do profissionalismo, que na região de Pelotas ocorreu somente em meados dos anos 40, intensificou-se a saída de craques da região para as equipes maiores. Conhecedores da situação proporcionada pela profissionalização, muitos jogadores migraram em busca de melhores contratos. Mesmo afastados da cidade, muitos jogadores permaneceram vivos na memória daqueles que compartilharam do início de suas carreiras. Resistindo ao tempo, os jogadores que alcançaram um sucesso maior chegando às grandes equipes do País, tornaram-se ícones na lembrança dos mais antigos e passaram a fazer parte da cultura futebolística da cidade." Fonte: Nomadismo e miscigenação no futebol pelotense por Luiz Carlos Rigo, em http://www.seer.ufrgs.br/Movimento/article/download/2815/1430, acessado em 9.9.2015.

Luis Carlos Fernandes Freitas pelo Flamengo

Um dos ícones "na memória dos mais antigos dentro da cultura futebolística pelotense" como diz Luiz Carlos Rigo em seu texto, extraído do trabalho chamado "Nomadismo e miscigenação no futebol pelotense", é o zagueiro central, Luis Carlos Fernandes Freitas, nasceu em Pelotas em 24 de junho de 1937, iniciou sua carreira no Xavante, onde ficou por um ano e foi transferido para o Farroupilha, clube de onde jogava quando foi convocado para que representar a C.B.D no Pan-Americano de Costa-Rica (III Campeonato Pan-Americano, em 1960), infelizmente não pode participar, pois foi diagnosticado com apendicite. Do Farroupilha, onde atuou por 4 anos, saiu direto ao Flamengo, onde seu passe custou 6 milhões de Cruzeiros, a maior transação do futebol gaúcho até tal momento, pelo Cel. Plácido Nogueira (ver nota 1). No Flamengo foi Zagueiro entre 1962 e 1967, sua estréia foi em 4 de abril de 1962 (Flamengo 1x3 Seleção da Itália), fez 144 jogos e não marcou gols. No time Carioca formou a zaga na reta final do Campeonato Carioca de 1963, quando o rubro-negro conquistou seu 14º título estadual. Em 1962 já havia participado do Torneio Triângular da Tunísia onde o Flamengo se consagrou campeão. Em 1964 ganhou o Troféu Naranja, competição realizada desde 1959 na cidade de ValênciaEspanha, no Estádio Mestalla. É um dos diversos torneios amistosos de verão que ocorrem na Europa. O Sr. Luis Carlos viajou o mundo com Flamengo e registrou vários momentos, vindo a falencer em Pelotas no ano de 2004.


O zagueiro do Flamengo em entrevista a uma revista da época.


Luis Carlos Fernandes Freitas Campeão da Guanabara (1963)
Luis Carlos Fernandes Freitas  em viajem pelo Flamengo na Holanda (03.03.1964)

Madri - Espanha (1.09.65) Fefeu, Silva, Dida, Luís Carlos.

Luis Carlos em Varsóvia - Polônia (01.05.1965)


























Copenhague-Dinamarca (10.01.1963)




























Imagens de Flamengo x Fluminense - Campeonato Carioca 1963 onde o Sr. Luis Carlos participou. 



Nota 1 - Plácido Nogueira, nascido em 1912, foi general do exército. Assíduo dirigente do Grêmio Atlético Farroupilha e torcedor fanático do time. Desde que chegou à Pelotas, em 1933, passou a fazer parte do clube do "militares" na função de Tesoureiro, como ele mesmo dizia, "foi de tudo ali". Presidente por 15 anos. A última vez foi em 1960. Fonte: Nomadismo e miscigenação no futebol pelotense por Luiz Carlos Rigo, em http://www.seer.ufrgs.br/Movimento/article/download/2815/1430, acessado em 9.9.2015


Fontes: 

  •  Fotos e informações do Sr. Luis Carlos Fernandes Freitas através de Maria Cristina Freitas Silva (Filha), Paulo César Dos Santos Silva (Genro) e Cristiano Ferraz Freitas (Filho);
  •  Nomadismo e miscigenação no futebol pelotense por Luiz Carlos Rigo, em http://www.seer.ufrgs.br/Movimento/article/download/2815/1430, acessado em 9.9.2015;
  •  http://flapedia.com.br;


Quem tiver informações para esta postagem pode deixar seu depoimento ou enviar e-mail para preteritaurbe@hotmail.com


6 comentários:

  1. Sobre a publicação do Luiz Carlos em uma ocasião meu pai chegou para mim e meus irmão vou levar vocês para conhecer este jogador e ai ficamos eufóricos pois tinhamos ele em nosso time de botão e para nos ele deveria residir no minimo no Rio de Janeiro e para nossa surpresa o pai nos disse se arrumem que voces vão conhecer o Luiz Carlos não sabíamos nós que o Pai era amigo dele ele tinha um taxi na Lobo da Costa esquina Deodoro na antiga Rodoviária, esta história eu já contei para meus filhos e outras de quando o Avô deles jogava no Farroupilha.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pelo comentário! Grandes pessoas e acontecimentos que não devem ser esquecidos no tempo! Abraços

      Excluir
  2. Em 1935, no chamado Campeonato Farroupilha, que comemorava o Centenário da Revolução Farroupilha, o campeão não foi o Grêmio Atlético Farroupilha, pois o mesmo não existia.

    O grande campeão foi o 9º Regimento de Infantaria, que chegou quase que incógnito ao certame e foi comendo o mingau pelas beiradas, por esse motivo recebeu o apelido de FANTASMA.

    Era um time de futebol composto por militares do antigo 9º RI, e assim permaneceu até o ano de 1941, quando o então Presidente da República Getúlio Dornelles Vargas proibiu que Unidades Militares emprestassem seus nomes para Clubes Civis.

    Corre corre. E agora que nome iriam colocar no Clube de Futebol que se chamava 9º Regimento de Infantaria?

    Nada mais justo que homenageá-lo com o nome do Certame de 1935, ou seja FARROUPILHA.

    Então surgiu somente em 1941, no cenário esportivo o nosso querido Grêmio Atlético Farroupilha.




    Prof. Pedro.




    Um grande e fraterno abraço.

    ResponderExcluir
  3. SOBRE A FOTO LAGO; SILVA E DIDA NÃO FORAM CONTEPORANEOS,DIDA SAIU EM 1963 E SILVA CHEGOU EM 1965. DESCULPE.

    ResponderExcluir
  4. As informações foram passadas por Maria Cristina Freitas Silva (Filha). Obrigado pela colaboração Sr. Ademir.

    ResponderExcluir
  5. A foto daquele time penso que não é o de 1963, o de 1963, era Marcial, Murilo, Luis Carlos Fernandes de Freitas(nosso grande zagueiro do Farroupilha), Ananias e Paulo Henrique, Carlinhos, Nelsinho, Español Ufartte, Airton, Geraldo Jose II e Osvaldo, o henrique e dida estavam na Portuguesa paulista, um forte abraço.

    ResponderExcluir

Olá tudo bem? Obrigado por deixar aqui seu comentário. Qualquer problema entre em contato direto com a página através do e-mail preteritaurbe@hotmail.com. Se quiser deixe também sua crítica construtiva. Abraço e viva Satolep!