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1 de jun de 2015

Corintians Pelotense F.C - Futebol feminino pelotense




“Segundo vários sites, o Araguari Atlético Clube (MG) é considerado o primeiro clube do Brasil a formar um time feminino, que em meados de 1958, selecionou 22 meninas para um jogo beneficente.

O sucesso desta partida foi grande que a revista “O Cruzeiro” fez matéria de capa sobre o acontecimento, pois até então, partidas femininas só ocorriam em circos ou jogos de futsal. Em meados de 1959 a equipe feminina do Araguari foi desfeita, por pressão dos religiosos de Minas Gerias. Porém em Pelotas, muito antes, no ano de 1950, existiam dois times de futebol, e bem organizados: Corintians F.C e  Vila Hilda F.C. 
Essa, sem dúvida é a prova que Pelotas foi totalmente inovadora no que se refere ao futebol feminino, porém não usa muita, ou não usa nada, para promover a cidade como percussora.

No dia 23 de novembro de 1950, O Conselho Nacional de Desportos, em nota oficial anunciou a proibição de jogos de football feminino em todo país. Segundo a nota, aquele esporte não combinava com a formação física do “belo sexo”. 


Fonte: Jornal Diário Popular, 13 jul. 1950./ "NOTAS ACERCA DO FUTEBOL FEMININO PELOTENSE EM 1950:UM ESTUDO GENEALÓGICO"

Essa atitude conservadora, provavelmente explique, com os seus reflexos, a distância entre o sucesso do futebol masculino e o feminino no Brasil. A notícia foi estarrecedora, e acabaram com todo o processo de crescimento dos times pelotenses, já estavam confirmados jogos em São Paulo e Rio de Janeiro”.




Reprodução do jornal Folha da Tarde - Edição esportiva - Porto Alegre, 9 de setembro de 1950


Madalena Palombo Pruss, jogadora do Corintians F.C

Leia mais em: "NOTAS ACERCA DO FUTEBOLFEMININO PELOTENSE EM 1950:UM ESTUDO GENEALÓGICO" 


Texto: Hiltor Mombach - Correio do Povo em 7 de julho de 2013
Fonte e fotos: Paulo Roberto Palombo Pruss

3 comentários:

  1. Olá Caríssimo Fábio.
    Fiquei muito entusiasmado ao me deparara com esta matéria, o Futebol Feminino, que uma vez aos meus cinco anos de idade fui assistir nos campos do Vila Hilda.
    Por uma servidão de passagem ao lado de nossa casa que dava acesso a chácara do Sr. Ricardo Stein, passavam suas belíssimas filhas Norma e Milani, que eram meninas moças na época, mas já jogavam futebol, o que era um enorme avanço, pois mulheres e meninas eram tratadas como seres fracos, meigos e incompetentes, foi preciso muito lutar para terem o seu lugar ao sol, nesta sociedade machista e ainda muito atrasada. Hoje elas ocupam todos os cargos tipicamente masculinos, como militares, policiais e até Presidente da República. Parabéns a essas fabulosas mulheres.
    Em 9 de março de 2012, publiquei em meu blogue "Eu sabia, e tu sabias?" com o título MULHERES DE CHUTEIRAS, uma matéria sobre o futebol feminino em Pelotas, e depois em 28 de dezembro de 2014 publiquei "INCÊNDIO 1",onde mostro uma foto minha com Norma, 62 anos depois, a qual fui visitá-la em sua residência em Pelotas. Essas meninas eram filhas do Sr. Ricardo Stein e dona Susana Klomp Stein, tinham vários filhos, e todos fizeram parte de nossa vida. Norma ao casar-se com o militar Milton Brechane tomou o nome de Norma Stein Brechane, sendo mãe de três filhos, sendo um deles um renomado médico.
    Milton Brechane havia servido ao exército juntamente quando meu pai já era Primeiro Sargento e depois Subtenente, e eu quando no exército servi por vários anos, tive por um breve espaço o Brechane como meu Sargenteante. O mesmo veio a falecer há muitos anos. Hoje, Norma encontra-se bem, já a também belíssima Milani, faleceu ainda uma mulher jovem deixando dois ou três filhos.
    Fascinante essa matéria, e isto é bom para paulista parar de dizer que o primeiro time de futebol feminino foi o Radar, nos anos 75 ou 76. Assim eles aprendem um pouco de história e param de escrever tanta asneira sobre este esporte.
    Um grande abraço a todos.
    PS. O jornal que mais destaque dava ao futebol feminino era a Folha da Tarde de Porto Alegre.

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  2. Antes que esqueça:
    Onde estão as meninas negras?
    Não existiam?
    Não jogavam?
    Ou era por outro motivo?
    Hoje elas reinam quase que absolutas nos campos, porém nessa época existia ainda muito racismo, como hoje, a única diferença é que hoje é enrustido. Meu pai contava que certa feita estava em um barbeiro e no salão entrou um cidadão negro e rapidamente o barbeiro lhe disse que não cortava cabelos de negros, e o cidadão humilde foi-se a procura de outro barbeiro.
    Hoje vemos aflorar o racismo nas redes sociais, desta vez contra os haitianos e senegaleses
    e usam para tal dizer que eles estão tirando o serviço dos brasileiros. Desculpem, mas esses que reclamam são os eternos vagabundos. O que mais tem neste país.
    Um grande abraço.

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  3. Olá, Professor A.C. Teixeira, muito interessante seu comentário, sou Paulo, filho de Madalena Palombo Pruss, jogadora do Coríntias Pelotense em 1950, as fotos e fonte de matérias são minhas, porém existe pouca coisa sobre a Vila Hilda.
    Abraços
    Paulo Roberto Palombo Pruss

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