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29 de abr de 2015

16/12/1951 - Rio Grande 2x3 Pelotas (Estádio Arthur Lawson) Campeonato Gaúcho/Fase Final



3 comentários:

  1. Olá caro amigo;
    Que maravilhoso pedacinho da história.
    Um momento que me deixou saudosista ao extremo, tempo em que se ia ao campo de futebol de terno, gravata e chapéu. Onde havia respeito entre as torcidas, tempo em que a nossa Brigada Militar ainda usava o velho capacete de fibra modelo francês. O Exército já estava cambiando para o modelo americano, mas ainda em muitas unidades o que se usava era este tradicional capacete.
    Numa das primeiras cenas deste histórico vídeo tive a oportunidade de identificar, de camisa branca sendo entrevistado na lateral do campo o na época jovem Paulo de Souza Lobo, o Galego como era conhecido, e que por muito tempo treinou o Pelotas.
    Neste mesmo ano o Pelotas foi campeão citadino vencendo o tradicional rival o Brasil, e depois em 1956, mas Joãozinho continuava como seu goleiro.
    Nesse mesmo ano, Duarte que jogava no Brasil foi campeão Pan-Americano, pela antiga CBD, que levou para o México uma seleção composta apenas de jogadores do Rio Grande do Sul. Quando Duarte foi para o Pelotas, foi um escândalo, um jogador Xavante jogando na Boca do Lobo, nem pensar. Nesta época passaram a chamá-lo de Duartão, pois seu irmão mais novo e de compleição física menor era o Duartinho, que jogava no time reserva do Pelotas.
    Nos anos 57 e 58 o Pelotas jogou várias partidas com a seguinte escalação, que não me sai da memória: Joãozinho, Getúlio e Nascimento. Santa Maria, Brauner e Duarte, Bedeu, Pacheco, Jari, Dirceu e Deraldo.
    Um grande escândalo foi quando o Pelotas contratou um negro para jogar em seu time, e esse foi o Bedeu ou Bedeuzinho, muitos sócios revoltados rasgaram suas carteiras e deixaram de ir ao estádio.
    Finalmente o Jari. Jari por muitíssimos anos fora motorista de praça, e tinha seu "automóvel de aluguel" ou “carro de praça” como eram chamados os táxis na Praça do Buraco, ou Praça do Pavão, ou Praça dos Enforcados, cujo nome oficial é Praça Cipriano Barcelos e atendia pelo telefone 10-10. Essa Praça ficava as margens do Canal de Santa Bárbara.
    Como assim? A Praça mudou de lugar?
    Não! Foi o Canal que mudou de lugar.
    Quantas saudades deste tempo que eu era um mandinho, mas a tudo observava e guardava na memória, diga-se de passagem, privilegiada.
    Grande abraço.

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    Respostas
    1. Olá professor Pedro, sempre bom ver seus pertinentes comentários. Me paro a olhar vídeos que tenham algo com Pelotas e em uma dessas olhada me deparei com esse saudoso vídeo, embora não seja do meu time, mas de inestimável valor ao esporte, ao nosso esporte, mesmo sendo um jogo em Rio Grande. Seu comentário já dario um ótimo post por si só, que bom contar com sua memória. E quando souberam que a filha do jogador Getúlio que chamavam de Saldanha, namorava um jogador do Pelotas, já viu o que a torcida gritava. Me contaram não tive o prazer de viver nesse tempo. Abração e continue com os comentários.

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  2. Olá Caríssimo Fábio Zündler.
    Fico contente que tenhas gostado de meu comentário, então para te deixar feliz aí vai a escalação do teu time que jogou no Estádio das Laranjeiras, como era conhecido o campo do Grêmio Atlético Farroupilha que recebeu depois o nome de Nicolau Fico. Foi no ano de 1957, de uma lado o próprio Farroupilha e de outro o Grêmio Esportivo Brasil, cujo árbitro foi o Catalã, jogaram aquela partida com as seguintes escalações: Farroupilha: Luís Carlos, Breno e Valdoma. Valério, Catalã e Spilmann. Dario, Lélo, Sinval, Acosta e Canhoto. e o Brasil entrou em campo com Suli, Osvaldo e Candiota,Tibirica, Seara e Odi. Gitinha, Caizé, Joaquinzinho e João Borges.
    O Valdoma, zagueiro direito era uma homem negro, forte e duro com os atacantes em campo, o Valério era militar, e quanto fui para e Exército lá estava ele como Terceiro-Sargento. Ele nessa época servia com meu pai, o então Subtenente Floribal Farias Teixeira. O Gitinha morava na várzea, e nesta época também ali morávamos, na Rua Alvaro Chaves 413. Seguidamente minha irmãzinha, a menor, que estudava no colégio Assunção vinha do colégio toda eufórica de mão com o Gitinha que a levava até nossa casa.
    Bons tempos de respeito e amizade.
    Um grande abraço.
    Prof. Pedro.
    Obs: Sei que era o teu time, pois foram os dois que sobraram em Pelotas, o Farroupilha, apelidado de Fantasma e o Brasil, o eterno Xavante, e eu nem sei se o Farroupilha ainda existe.

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